Sol da tarde que me invade e me invalida
Por que minha vida é tão obscura e paciente
Em tão hora de acontecimento?
Seria o mormaço?
Ou estes versos incontemporâneos tão fora de lugar?
Por que porra-do-caralho-tomar-no-cu assim me faço mais compreensível?
Malditas sejam as merdas dessas gavetas!
Eu vou me perdendo assim em antiguidades mesmo
Vou até as brejeirices românticas e sertanejas se for preciso
Ah, quem dera decorar sertões! Quem dera!
Estou cansado de pingüins de geladeira
Roupinhas customizadas e piercing
dores de grife
Queria um pouco de ardência bruta
Queria mais folha de papel e caneta
Olho no olho, tête-à-tête, tato a tato, desvario!
Não quero ficar aqui a dar de ombros
Olhando a merda toda boiando e eu sorrindo
Como se só me restasse essa opção:
olhar a merda toda boiando e eu sorrindo
Mas também se eu quiser falar de alaúde, se me iludir a lira?
“Heróis morreram de overdose”?
Meus ex-amigos estão no poder?
Pros que veneram pingüins na geladeira
Deve ainda existir alguma verdade: A do foda-se
Roubo-lhes essa verdade
E as putas? Como estão nas ruas! Nuas sem-teto e luz vermelha!
Desamparadas, as flores!
Eis aqui um egoísta.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
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Um comentário:
Sol da tarde que me invade e me invalida
Por que minha vida é tão obscura e paciente"
Poeta,que versos!su luz muestran tu oscuridad,y yo tambien soy egoista,como las calles,me quedo con ella,para que ilumine mi tarde gris.
Hermoso poeta.Un abrazo fraterno que no nos pierda.
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