Sol da tarde que me invade e me invalida
Por que minha vida é tão obscura e paciente
Em tão hora de acontecimento?
Seria o mormaço?
Ou estes versos incontemporâneos tão fora de lugar?
Por que porra-do-caralho-tomar-no-cu assim me faço mais compreensível?
Malditas sejam as merdas dessas gavetas!
Eu vou me perdendo assim em antiguidades mesmo
Vou até as brejeirices românticas e sertanejas se for preciso
Ah, quem dera decorar sertões! Quem dera!
Estou cansado de pingüins de geladeira
Roupinhas customizadas e piercing
dores de grife
Queria um pouco de ardência bruta
Queria mais folha de papel e caneta
Olho no olho, tête-à-tête, tato a tato, desvario!
Não quero ficar aqui a dar de ombros
Olhando a merda toda boiando e eu sorrindo
Como se só me restasse essa opção:
olhar a merda toda boiando e eu sorrindo
Mas também se eu quiser falar de alaúde, se me iludir a lira?
“Heróis morreram de overdose”?
Meus ex-amigos estão no poder?
Pros que veneram pingüins na geladeira
Deve ainda existir alguma verdade: A do foda-se
Roubo-lhes essa verdade
E as putas? Como estão nas ruas! Nuas sem-teto e luz vermelha!
Desamparadas, as flores!
Eis aqui um egoísta.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Cà e Lá
Eu não sou equilibrado.
Meu brado retumba e silencia no mesmo instante
Não tenho constância
Eu sou de estância e de quintal
De frevo e frivolidades
Acho que é pela carne em meus ossos
E esse bocado de ferida abrindo e fechando
Abrindo e fechando
Entra ano e sai ano
Entra ano ensaiando
Entra ano e sai: ando
Quase tic nervoso que não se repete igual
Dodecafonia que quer-se dominar em canção
Eu tremo ao trem passar
relaxo em qualquer chuva de setembro
Sou capaz, por vezes, de caminhar pelo fio do varal
E por outras, capaz de não parar em pé sobre o chinelo
Sou, como do ano, os meses: uns trinta, outros trinta e um
E às vezes nem isso...
Sempre vario. Às vezes desvario mesmo
Às vezes tremo, cismo
De repente, parcimônia
Outras tantas apenas durmo
Sou inconstante e o às vezes pra mim é verbo e que transita direto
Vivo mais o instante no mesmo instante em que
pareço em tempo longe demasiado, quase infinito
Conto história quando mal sequer existo.
Acho que acredito no efêmero,
Transitório, crisálida.
Mais por insensatez
Do que por zen-budismos todavia.
Eu tenho medo da morte
Mudemos de assunto...
Nem sempre eu estou pelo avesso
Variando.
Nem sempre são vezes desse contrário
Às vezes eu contrario
Meu brado retumba e silencia no mesmo instante
Não tenho constância
Eu sou de estância e de quintal
De frevo e frivolidades
Acho que é pela carne em meus ossos
E esse bocado de ferida abrindo e fechando
Abrindo e fechando
Entra ano e sai ano
Entra ano ensaiando
Entra ano e sai: ando
Quase tic nervoso que não se repete igual
Dodecafonia que quer-se dominar em canção
Eu tremo ao trem passar
relaxo em qualquer chuva de setembro
Sou capaz, por vezes, de caminhar pelo fio do varal
E por outras, capaz de não parar em pé sobre o chinelo
Sou, como do ano, os meses: uns trinta, outros trinta e um
E às vezes nem isso...
Sempre vario. Às vezes desvario mesmo
Às vezes tremo, cismo
De repente, parcimônia
Outras tantas apenas durmo
Sou inconstante e o às vezes pra mim é verbo e que transita direto
Vivo mais o instante no mesmo instante em que
pareço em tempo longe demasiado, quase infinito
Conto história quando mal sequer existo.
Acho que acredito no efêmero,
Transitório, crisálida.
Mais por insensatez
Do que por zen-budismos todavia.
Eu tenho medo da morte
Mudemos de assunto...
Nem sempre eu estou pelo avesso
Variando.
Nem sempre são vezes desse contrário
Às vezes eu contrario
Assinar:
Postagens (Atom)