Querida Helena,
Não ando bradando verdade pelos quatro ventos
Ao contrário, são coisas inventadas o que digo por aqui
Até sem carinho às vezes
Às vezes não, às vezes sim com certo desleixo inclusive
Pense em crianças brincando:
Polícia e ladrão, pique-esconde
Coisas inventadas pra passar o tempo
Melhor, pra viver a vida
Melhor, pra sentir a vida
Melhor, pra experimentá-la
Diversão!
Folia!
Pintar o sete!
É isso.
Verdade verdade mesmo não. Ou outro tipo dela.
Às vezes, como nas criações infantis, Helena
O dono da pena deixa-se ver um pouco
É um risco
Igual ao menino como menino, menino entidade
Quando machuca a perna correndo da polícia que inventava
Você sabe que acordos de fantasias começam cedo, não é?
Sei que entende isso, Helena
Assim, eu sempre soarei falso nesse grotão
Minha língua contará mais e mais ilusões
Em palavras trans-pirando inverdades
próximas do absurdo se você for ver
Bem, conte sempre com as minhas fabulações
Mas fique atenta com as miragens, querida Helena
Um beijo
Ah, diz pra Júnia me esperar no Solano à noite.
terça-feira, 29 de maio de 2007
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